segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Férias Janeiro 2015, tour pelo Sul do Brasil

De 09 a 24 de Janeiro de 2015 tivemos uma grande oportunidade em família, realizamos um "tour" de carro pelo sul do Brasil, com passagem pelo Sudeste, curtindo quase 6.000 Km das estradas Brasileiras.
Passamos por seis estados (Rio, Minas Gerais (só uma pontinha), São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), dois países (Argentina e Paraguai), Além de inúmeras rodovias em todos os estados de conservação imagináveis.
Esta aventura nos rendeu experiências e aprendizados imperdíveis, paisagens deslumbrantes e recordações para toda a vida, servindo de base para voos mais longos que pretendemos fazer o mais breve possível.
Nas próximas postagens falarei do planejamento e dos preparativos, seguindo pelos acontecimentos de cada dia.

1. Escolha do Roteiro

A escolha do roteiro foi baseada em vários fatores tais como:
     1)      Expectativa de tempo disponível (15 dias de férias);
     2)      Locais Inéditos;
     3)      Clima ameno;
     4)      Rodovias em melhores condições.

Tudo isto nos fez escolher o sul do Brasil, mais precisamente Paraná e Rio Grande do Sul, resolvemos deixar Santa Catarina para uma segunda oportunidade, acredito que Florianópolis e a serra catarinense mereçam um tempo maior para serem descobertas.
Escolhidos os destinos passamos a avaliar as localidades em cada um deles, optando por Curitiba, Cambará do Sul, Canela, Gramado e a região dos vinhedos de Bento Gonçalves e Garibaldi. No retorno desviamos para conhecer Foz do Iguaçu.

2. Planejamento de distâncias e gastos

Na tabela a seguir vocês podem ver mais alguns detalhes de distâncias, tempo e gastos atrelados a nossa aventura, todos os dados foram atualizados após a viagem representando o que efetivamente foi gasto.


Adianto que não fomos surpreendidos por muita diferença entre o planejado e o efetivamente gasto, as distâncias foram todas coletadas no google maps e foram precisas, o consumo do carro, os valores das diárias e o valor do combustível também não surpreenderam (apenas na BR 393 Rio os valores do combustível eram absurdos, não abasteci lá na volta), entretanto no critério tempo tivemos uma boa variação, via de regra devido ao trânsito.


3. Documentação e planilhas

Primeira dica deste tópico será “sempre elabore listas para tudo que terá de fazer e levar em seu passeio” a ansiedade da viagem fará você esquecer algo, no meu caso os cartões do plano de saúde ficaram para trás, felizmente ainda estava perto de casa quando lembrei.
A parte de documentação é muito importante e deve receber atenção especial, nunca deixe para a última hora a renovação de identidade, habilitação, passaporte, licenciamento e seguro, todos demoram bastante para ficar prontos, lembre-se que a habilitação só é aceita como identidade no Brasil.
Nos países do merco sul você poderá ingressar com a Identidade civil com menos de 10 anos de emissão e em perfeito estado de conservação, para os demais países o passaporte é imprescindível.
Confira a apólice de seguros de seu carro e veja se atende a todas as pessoas que pretendem dirigir no trajeto, como exemplo posso citar a mim mesmo, minha apólice não permite que menores de 25 anos peguem a condução. Se for entrar em outro país com seu veículo terá de comprar um seguro carta verde, a maioria dos seguros nacionais não cobrem a saída do país, além deste item ser obrigatório em vários países.
Quando fui à Argentina e ao Paraguai o carro ficou no Brasil, pois não queria ter este custo, existem ônibus urbanos para ambos os destinos a partir de Foz do Iguaçu.
O seguro de saúde também é importante, imprevistos podem ocorrer. Como o plano de saúde dos menores era nacional e eles não saíram do Brasil não comprei seguro para esta viagem.
Detalhe monte um kit com algumas ferramentas básicas, o manual do veículo, lista de oficinas (no meu caso concessionárias pois o carro esta na garantia) chave reserva e uma bomba para encher pneus, ela me salvou em Canela-RS.
Utilizei as planilhas feitas em todo o trajeto, foram bastante úteis. 

4. Revisão do Veículo
Sempre revise seu veículo antes de pegar a estrada, é muito comum às pessoas utilizarem seus veículos em seu dia a dia sem perceber nenhum problema, sendo levados a acreditar que o comportamento na estrada será o mesmo, porém muitas surpresas podem ocorrer.
O uso em estradas é bastante diferente do uso urbano, você pode se surpreender com reações de seu veículo que nunca tinha percebido no dia a dia.
Não deixe a revisão para o último dia antes de pegar a estrada, este foi meu erro. Após a revisão percebi um cheiro de gasolina no interior do veículo que logo passou, mas como haviam substituído o filtro de combustível acreditei que era alguma sobra que tinha evaporado, mas, para minha surpresa, o cheiro voltou logo no início da viagem e me acompanho por mais de 4000 km.
Detalhe monte um kit com algumas ferramentas básicas, o manual do veículo, lista de oficinas (no meu caso concessionárias, pois o carro esta na garantia) chave reserva e uma bomba para encher pneus, ela me salvou em Canela-RS.
Contarei o que ocorreu nas postagens de cada dia do passeio.

5. Escolha das hospedagens
Neste critério não sou muito exigente, o que realmente procuro é localização e bom preço, somos bem rústicos e toleramos certa falta de luxo e conforto, desta forma pesquisei pousadas com estacionamento interno (não queria deixar o carro na rua), localização que permitisse sair a pé ou de ônibus, café da manhã e frigobar.
As escolhas vou narrar em cada dia da viagem apenas com detalhes de cada escolha, não darei indicação e nomes de locais, pois acho que isso é muito pessoal.
Detalhe o plano “B” foi levado e mostrou-se útil no ultimo dia da viagem, tinha no porta-malas barracas, colchões infláveis e travesseiros (único item de conforto que sinto muito falta).

Dia 0 - Véspera da partida
Após o carro carregado partimos no dia 08/01/2015 por volta das 19:00 hrs para a cidade de Anchieta no Espírito Santo, onde tenho uma casa de verão, são aproximadamente 100 km já em direção a São Paulo, tinha intenção dormir lá e encurtar a viagem do dia seguinte, mas........
Quando estava a dez minutos do destino surge à pergunta “todos estão de posse dos cartões do plano de saúde?” Para minha tristeza a resposta foi “tinha de trazer?”, resultado foi um retorno bastante estressante ao ponto de partida.
Como já era muito tarde resolvemos dormir em casa e sair pela manhã direto para a primeira parada nossa primeira lição aprendida e um novo item na lista de documentos essenciais.

Dia 01 - Partimos pontualmente às 05 da manhã para São Paulo
Ainda escuro a estrada estava vazia, os primeiros km foram ótimos, apesar da pista simples. Como nunca tinha atravessado a cidade do Rio de Janeiro, mas já conhecia a BR 101 até bem próximo, resolvemos segui a indicação de rota do Google e passamos pela BR 393 – Rodovia do Aço, passando pela divisa de Rio e Minas Gerais (um pequeno percurso dentro do Estado de Minas), desembocando na Dutra em Volta Redonda, já bem depois da cidade do Rio de Janeiro.
Foi uma boa experiência, pois ela tem pouco trânsito e 100 km a menos na distância, creio que o tempo era o mesmo na indicação de rotas, mas fica a dica a gasolina lá é muito cara, tente abastecer antes de Bom Jesus do Norte e depois de Volta Redonda.

Também tome cuidado existem vários radares sem qualquer sinalização e de pouca visibilidade.
Almoçamos em uma parada de ônibus em Além Paraíba, no cruzamento da 393 com a 116, valeu muito a pena, comida mediana mas com boa aparência e bom preço, local agradável e de banheiros bem limpos.
Chegando a Dutra a conversa é outra, pista larga, muito trânsito, limite de 110 km na maior parte do percurso, várias paradas de qualidade, ruim mesmo só os pedágios, ao todo pagamos 348,00 reais de pedágios.
Na entrada de São Paulo nosso primeiro susto aconteceu quando três crianças pularam a mureta central e atravessaram correndo a Dutra, um deles parou bem na nossa frente em busca de uma pipa, o que salvou foi o ABS.
Atravessamos a cidade pela marginal Tiete (que bom não tinha trânsito) e fomos surpreendidos por placas que nos levaram a uma armadilha monetária, seguimos as indicações para pegar a Regis Bitencourt e acabamos entrando na Rodovia Castelo Branco, lá pagamos um pedágio e 200 metros depois fomos conduzidos a sair em direção ao rodo anel, isso mesmo pagamos um pedágio para andar 200 metros, apenas alguns quilômetros e lá esta outro pedágio e adivinhem! Menos de 1 km depois estava à saída para a Regis Bitencourt e lá estava mais um pedágio.
Foram três pedágios em menos de 10 km, uma covardia, todos muito caros.
Planejava dormir em São Paulo, mas acreditei no canto da Sereia e cometi o maior erro de todo o meu passeio, como ainda era cedo 18h00min já estava em Embu das Artes resolvi seguir mais a frente e reduzir a viagem do dia seguinte.
Parei para abastecer, pois era o melhor preço de todo o percurso até agora, conversando com o frentista ele disse que era para ir direto até Curitiba, não seria mais de 4 horas de viagem e era bobagem parar agora, e lá vamos nós seguindo o canto da sereia.
A única coisa que não sabíamos era de um trecho de pista simples de aproximadamente 20 km denominado Serra do Cafezal, onde nos deparamos com 3 horas de engarrafamento, chegamos a Curitiba as 02:00hrs da madrugada, mortos de cansaço.
Fica a dica respeito seu planejamento e não acredite em contos de fadas.

Total do Dia 1290 Km e 21 horas de estrada.

Dia 02 – Dia de folga em Curitiba
Aproveitamos o primeiro dia para curtir os parentes, conversamos muito e nos recuperamos dos 1290 km do dia anterior.
Só andamos pelos arredores neste dia.

Dia 03 – Dia de folga em Curitiba
Aproveitamos para passeios pela cidade.
Não era nossa primeira vez em Curitiba, e já tínhamos visitado as principais atrações na outra estada, por este motivo escolhemos locais que ainda não tínhamos visto.

1º Passeio Público – Local bonito, com muita vegetação, várias pessoas praticando exercícios e um pequeno zoo.
O ponto fraco foi a forte presença de moradores de rua e a limpeza mediana do local.

2º Feira do Largo da Ordem – Ótimo passeio local interessante, pena que estava absurdamente quente. Escolhemos um dos vários restaurantes e tivemos um almoço ótimo.

3º Museu Oscar Niemeyer (O Olho) – Local lindo e exposições bem interessantes. Adoramos.

4º Bosque João Paulo II – Anexo ao museu o parque foi projetado por Burle Marx e tem estruturas típicas Polonesas, local bonito e bem cuidado.

5º Museu do holocausto – Quebramos a cara, não abre aos Domingos.

6º Torre da OI – Mirante panorâmico muito legal, pena que tinha uma fila grande, ficamos uma hora esperando mas vale a vista.

7º Parque Barigui – Outro local bonito, mas sem maiores atrativos, ótimo para longas caminhadas, corrida e bicicletas.

Ótimo dia, pena que acabou, retornamos para a casa dos Tios de minha esposa e nos preparamos para pegar a estrada no dia seguinte.  

Dia 04 - Partimos as 07:00 horas em direção a Cambará do Sul - RS

Saída da cidade é bem fácil e sinalizada, pegamos a BR 116 em direção sul. Algumas obras atrapalhavam o trânsito, mas 

Continua........

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